Na manhã desta sexta-feira (17), o deputado estadual Douglas Ruas, do PL, foi eleito presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). A votação contou com 45 parlamentares presentes, dos quais 44 votaram a favor e houve uma abstenção.
Partidos da oposição, como PSD, MDB, Podemos, PR, PSB, Cidadania, PCdoB e PSOL, optaram por não participar do pleito, questionando o formato de votação aberta adotado para a escolha da nova mesa diretora. Os oposicionistas argumentaram que essa modalidade poderia expor os deputados a pressões políticas, advogando pela votação secreta.
Ao todo, 25 deputados estaduais estiveram ausentes durante a votação. Entre os presentes, o deputado Jari Oliveira (PSB), da oposição, participou remotamente, mas absteve-se de votar em Ruas, tendo manifestado seu voto apenas para a posição de 2º secretário, cargo ao qual Dr Deodalto foi eleito com unanimidade, totalizando 45 votos.
O pleito ocorreu após decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que rejeitou o pedido do PDT para a realização da votação de forma sigilosa. Essa decisão foi tomada no dia 16 de abril, um dia antes da eleição.
Douglas Ruas assumiu o comando da Alerj em meio a um período de instabilidade política no estado, incluindo a interinidade nos três poderes do Rio de Janeiro. Em seu discurso, ele enfatizou a importância do diálogo e se colocou como representante de todos os 70 deputados que compõem a casa legislativa.
O novo presidente referiu-se ao processo eleitoral como uma construção coletiva e agradeceu a confiança depositada pelos parlamentares. Ele também criticou as tentativas da oposição de impedir a votação aberta, defendendo-a como um método mais democrático.
Esse pleito substitui uma eleição anterior na qual Ruas havia sido eleito, mas teve o resultado anulado pelo Tribunal de Justiça devido a questionamentos sobre a retotalização dos votos após a cassação do mandato do ex-presidente da casa, Rodrigo Bacellar.
O cenário político da Alerj tem sido marcado por episódios como a prisão de Bacellar, acusado de vazar informações sigilosas relacionadas a investigações sobre ligações com o Comando Vermelho, o que contribuiu para a crise institucional local.
Texto original e independente produzido a partir de apuração factual publicada pela Agência Brasil. Imagem: © Thiago Lontra/ALERJ.