Brasília (DF), 14/04/2026 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva durante entrevista ao Brasil247, Revista Fórum e DCM, no Palácio do Planalto. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Lula critica políticas do governo Trump e alerta para riscos de conflito global

Presidente Lula durante entrevista no Palácio do Planalto, © Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou, em entrevista exclusiva ao jornal espanhol El País, sua desaprovação em relação às ações do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, destacando que o mundo não pode aceitar que um único país ameace outros na defesa de seus interesses.

Lula criticou especialmente as ameaças feitas por Trump contra o Irã, que envolviam a possibilidade de genocídio caso o país não aceitasse os termos norte-americanos para o fim de conflitos no Oriente Médio. O presidente brasileiro ressaltou que é essencial que as maiores potências assumam responsabilidades na manutenção da paz mundial.

Ao tratar da possibilidade de uma nova grande guerra, Lula alertou que uma terceira guerra mundial seria uma tragédia muito mais devastadora do que a Segunda Guerra Mundial. Ele explicou que, se a lógica de agressão e intervenção persistir, o conflito global poderá se concretizar.

Quanto a Cuba, o presidente chamou a atenção para o prolongado embargo econômico e bloqueio energético que atinge a ilha há quase setenta anos. Lula afirmou que o país caribenho merece oportunidades para superar suas dificuldades e questionou a incoerência de manter um embargo tão extenso contra Cuba, enquanto outras nações com problemas sociais, como o Haiti, não sofrem o mesmo tipo de isolamento.

Em relação à Venezuela, Lula enfatizou que a expectativa do governo brasileiro é que as eleições previstas para julho de 2024 ocorram normalmente e que seus resultados sejam respeitados para restaurar a paz no país vizinho. Ele ressaltou ainda que não cabe aos Estados Unidos administrar a Venezuela.

Sobre medidas comerciais adotadas pelos EUA de 2025, incluindo a taxação sobre exportações brasileiras, Lula relembrou seu posicionamento no encontro com Trump, destacando que chefes de Estado devem atuar pelo interesse dos seus países, e não por afinidade ideológica. Ele mencionou que, após negociações, os EUA revogaram as tarifas impostas, incluindo decisão da Suprema Corte americana favorável ao Brasil.

Texto original e independente produzido a partir de apuração factual publicada pela Agência Brasil. Imagem: © Ricardo Stuckert/PR.

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