Brasília (DF), 15/04/2026 - O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, juntamente com Rick Azevedo e o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, durante reunião com dirigentes de centrais sindicais, no Palácio do Planalto. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Lula reforça pedido de mobilização sindical para aprovação da redução da jornada 6×1

Presidente Lula com dirigentes sindicais durante reunião no Palácio do Planalto. Crédito: Valter Campanato/Agência Brasil

Na última quarta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu no Palácio do Planalto com representantes das principais centrais sindicais, que entregaram 68 reivindicações após participarem da marcha da classe trabalhadora em Brasília. A mobilização, que reuniu mais de 20 mil trabalhadores, ocorreu um dia após o envio ao Congresso Nacional do projeto de lei que propõe a redução da jornada para, no máximo, 40 horas semanais e o fim da escala 6×1.

Durante o encontro, Lula destacou a importância da participação ativa dos trabalhadores na pressão política para a aprovação da nova legislação. Ele ressaltou que os desafios exigem sacrifício e que o envolvimento das centrais sindicais é fundamental para avançar na defesa dos direitos trabalhistas.

O presidente homenageou o ativista Rick Azevedo, idealizador do movimento Vida Além do Trabalho, que influenciou o projeto enviado ao Congresso. Rick compartilhou sua experiência pessoal com burnout e depressão devido ao excesso de trabalho, lembrando que seu vídeo nas redes sociais denunciando a escala 6×1 viralizou, contribuindo para a mobilização pelo tema.

Lula também criticou as reformas trabalhista de 2017 e da Previdência de 2019, que, segundo ele, representaram retrocessos para os trabalhadores. Além disso, alertou para grupos que defendem mudanças legislativas com base em modelos estrangeiros que podem ampliar jornadas e precarizar direitos, como ocorreu na Argentina.

Os representantes sindicais celebraram o encaminhamento do projeto e destacaram o potencial da redução da jornada para gerar até 4 milhões de empregos, apontando que o Brasil pode se reposicionar economicamente com foco em sustentabilidade socioambiental e enfrentamento da pejotização.

O coordenador do Fórum das Centrais Sindicais, Clemente Ganz, enfatizou que a pauta apresentada mira os próximos cinco anos e deve contemplar as transformações tecnológicas e ambientais que afetam profundamente o mercado de trabalho, especialmente para mulheres e jovens.

Outros líderes reforçaram questões sociais nas reivindicações, como a necessidade de proteger trabalhadores de aplicativos, entregar maior atenção à saúde dos jovens e combater o feminicídio por meio da educação, destacando a amplitude da pauta sindical contemporânea.

Texto original e independente produzido a partir de apuração factual publicada pela Agência Brasil. Imagem: © Valter Campanato/Agência Brasil.

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