Brasília (DF), 15/04/2026 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva durante reunião de anúncio de medidas econômicas de sustentação do crescimento no setor habitacional, no Palácio do Planalto. Foto: Ricardo Stuckert/PR

Governo amplia investimentos no Minha Casa, Minha Vida para R$ 200 bilhões e anuncia expansão de programas habitacionais

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante anúncio de medidas econômicas para habitação no Palácio do Planalto. Crédito: © Ricardo Stuckert/PR

O governo federal anunciou um aumento de R$ 20 bilhões no orçamento do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), elevando o montante total de financiamento para R$ 200 bilhões. A medida visa fortalecer o setor da construção civil como motor de crescimento econômico.

Com resultados positivos, o governo ampliou suas metas e projeta alcançar 3 milhões de contratos habitacionais até o final de 2026, ultrapassando a previsão inicial de 2 milhões. Esse avanço foi destacado durante o anúncio feito no Palácio do Planalto pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Durante a cerimônia, Lula ressaltou que a moradia é um direito humano garantido pela Constituição e que o acesso à casa própria para trabalhadores impulsiona a economia nacional ao ativar o setor da construção civil.

O ministro das Cidades, Vladimir Lima, reforçou que o MCMV é fundamental para diminuir o déficit habitacional, que alcançou seu menor índice histórico de 7,4%, segundo dados da Fundação João Pinheiro. O programa conta com financiamentos oriundos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e do Orçamento Geral da União.

Além disso, o anúncio incluiu a atualização das faixas de renda e os valores máximos para os imóveis financiados pelo programa. As categorias foram definidas da seguinte forma: renda familiar de até R$ 3.200 para Faixa 1; de R$ 3.201 a R$ 5.000 para Faixa 2; de R$ 5.001 a R$ 9.600 para Faixa 3, com imóveis de até R$ 400 mil; e para a classe média, renda de até R$ 13 mil, com imóveis de até R$ 600 mil.

O programa Reforma Casa Brasil também recebeu melhorias, com a ampliação do público-alvo para famílias com renda de até R$ 13 mil e redução da taxa de juros para 0,99% ao ano. O valor máximo para reformas subiu de R$ 30 mil para R$ 50 mil, e o prazo de amortização foi estendido de 60 para 72 meses, favorecendo a requalificação habitacional.

Texto original e independente produzido a partir de apuração factual publicada pela Agência Brasil. Imagem: © Ricardo Stuckert/PR.

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