O Conselho de Ética da Assembleia Legislativa do Paraná aprovou por unanimidade, nesta segunda-feira (13), advertência escrita ao deputado Renato Freitas (PT) em representação por quebra de decoro apresentada por Ricardo Arruda (PL), que se diz alvo de ofensas na tribuna e nas redes sociais; outros dois processos contra Freitas tiveram defesa apresentada, e um deles teve o parecer adiado.
Advertência por fala contra deputado
No processo 21798-87.2025, Freitas chamou Arruda de “criminoso contumaz” ao citar denúncia do Ministério Público sobre suposta “rachadinha”. O relator, Dr. Leônidas (PP), entendeu que houve infração ao Código de Ética por uso de palavras desrespeitosas e ataques à honra, inclusive em redes sociais, e destacou que a imunidade parlamentar não afasta responsabilização. Freitas pode pedir reconsideração em até dois dias úteis.
Deppen e gesto de enforcamento em análise
O colegiado também ouviu a defesa de Freitas em representação movida pela diretora-geral da Polícia Penal, que o acusa de discurso misógino ao atribuir sua nomeação a ser “amiga íntima” do secretário de Segurança; o deputado negou conotação de gênero e disse tratar-se de referência a relação de confiança. Em outra denúncia, sobre gesto simbólico com gravata em alusão a enforcamento no plenário, o relator pediu uma semana para analisar alegações de nulidade apresentadas pela defesa.