Brasília (DF) 07/08/2025 Fachada do condomínio Solar de Brasília, onde mora e cumpre prisão domiciliar o ex-presidente Jair Bolsonaro. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Ministro do STF impede uso de drones nas imediações da residência onde Bolsonaro está em prisão domiciliar

Residência onde Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar em Brasília, foto por Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a proibição de drones sobrevoando em um raio de 100 metros da residência do ex-presidente Jair Bolsonaro, onde ele cumpre prisão domiciliar em Brasília. A decisão, publicada em 28 de março de 2026, visa garantir a segurança e a proteção do espaço aéreo no entorno do imóvel.

Na sexta-feira anterior, Bolsonaro recebeu alta médica do Hospital DF Star, onde esteve internado desde 13 de março para tratar uma pneumonia bacteriana bilateral, consequência de uma broncoaspiração. No mesmo dia, policiais militares atuaram para conter a operação irregular de drones nas proximidades da residência localizada no condomínio do Jardim Botânico.

Segundo o Centro de Comunicação Social da Polícia Militar do Distrito Federal, os drones não autorizados representavam risco à segurança e violavam o controle do espaço aéreo previsto na área. O ministro Alexandre de Moraes ordenou que, em caso de desrespeito à norma, a Polícia Militar abata os equipamentos, realize a apreensão imediata e prenda em flagrante os operadores envolvidos.

Em nova decisão proferida na terça-feira da mesma semana, Moraes concedeu prisão domiciliar humanitária ao ex-presidente devido ao agravamento de seu estado de saúde, conforme alegado por seus advogados. A medida tem validade inicial de 90 dias, podendo ser reavaliada por meio de perícia médica e novo posicionamento do ministro.

Além disso, foi determinada a retomada do monitoramento de Bolsonaro por tornozeleira eletrônica. Em episódio anterior, quando ainda estava preso, ele tentou violar esse dispositivo, o que resultou em sua detenção.

A segurança da residência passa a ser responsabilidade da Polícia Militar, que deve evitar qualquer tentativa de fuga. O ex-presidente foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por envolvimento em trama golpista, cumprindo inicialmente a pena no 19º Batalhão da Polícia Militar, no Complexo Penitenciário da Papuda, antes da internação hospitalar.

Texto original e independente produzido a partir de apuração factual publicada pela Agência Brasil. Imagem: © Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil.

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