Brasília- DF – 27/3/2026 – Reunião da CPMI do INSS para leitura do relatório final pelo relator, Alfredo Gaspar. Foto: Lula Marques/ Agência Brasil.

CPMI do INSS recomenda indiciamento de 216 pessoas envolvidas em esquema de descontos ilegais

Reunião da CPMI do INSS com a leitura do relatório final – Foto: Lula Marques/ Agência Brasil

O documento final da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS solicita o indiciamento de 216 pessoas pela participação em um esquema de descontos indevidos em benefícios previdenciários. A leitura do relatório teve início na manhã desta sexta-feira, 27 de março de 2026, abrangendo mais de quatro mil páginas de investigação.

Dentre os apontados como envolvidos estão Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “careca do INSS” e considerado o líder do esquema, além de sua esposa e filho. O empresário Maurício Camisotti também aparece como operador financeiro do caso. Foram incluídos na lista ex-ministros da Previdência, ex-presidentes e diretores do INSS, além de parlamentares federais e estaduais.

O relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar, apresentou o relatório após decisão do Supremo Tribunal Federal que negou o pedido de prorrogação dos trabalhos da CPI. O presidente da comissão, senador Carlos Viana, informou que, após a leitura do texto, será concedido tempo para vistas e posteriormente ocorrerá a votação. Há expectativa pela apresentação de um relatório alternativo por membros da base governista.

Entre os indiciados também figuram o filho do presidente da República, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, e a empresária Roberta Luchsinger. O relator indicou que haveria repasses entre eles, relacionados ao líder do esquema. Diversos dirigentes de confederações agrícolas e sindicais, além de executivos bancários, constam na lista.

Os crimes atribuídos aos indiciados abrangem desde corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, fraude eletrônica até organização criminosa e outras infrações fiscais e administrativas.

As defesas envolvidas contestaram as acusações. A advogada de Lulinha classificou o pedido como motivado politicamente e sem base probatória. A defesa de Roberta Luchsinger afirmou que não existem provas de participação dela em qualquer delito. O ex-ministro Carlos Lupi declarou que aguardará a votação do relatório para se manifestar. O cuidado e o acompanhamento do processo permanecem em aberto.

Texto original e independente produzido a partir de apuração factual publicada pela Agência Brasil. Imagem: © Lula Marques/ Agência Brasil..

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