Vítimas de violência doméstica podem apresentar um sinal vermelho na mão para alertar que estão vivendo uma situação de vulnerabilidade

Senado aprova criminalização da misoginia, projeto segue para Câmara dos Deputados

Sinal vermelho na mão para indicar vulnerabilidade em casos de violência doméstica © Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

O Senado Federal aprovou, na terça-feira (24), o projeto de lei que torna a misoginia um crime passível de punição. A medida inclui o ódio ou aversão às mulheres entre os crimes de preconceito e discriminação, de acordo com a Lei do Racismo.

A proposta define misoginia como uma prática baseada na crença da superioridade do gênero masculino. Conforme o texto, quem cometer atos motivados por essa discriminação poderá cumprir penas que variam de dois a cinco anos de prisão.

A senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA), autora do projeto, relatou ter recebido ameaças e agressões nas redes sociais enquanto defendia a iniciativa. Ela destacou os comentários ofensivos que enfrentou devido à sua posição.

Já a relatora da proposta, senadora Soraya Tronicke (Podemos-MS), chamou atenção para o aumento dos feminicídios no país. Ela citou dados de 2025, que apontam 6.904 casos entre tentativas e consumados, reforçando a necessidade de combater esse tipo de violência.

Durante a votação, a oposição sugeriu modificar o texto para permitir a exclusão de punição a autores de crimes de misoginia por motivos de “liberdade de expressão” ou crenças religiosas, mas essas alterações não foram aprovadas pelo plenário.

Com a aprovação no Senado, a proposta agora encaminha-se para análise na Câmara dos Deputados, onde seguirá sua tramitação legislativa.

Texto original e independente produzido a partir de apuração factual publicada pela Agência Brasil. Imagem: © Paulo H. Carvalho/Agência Brasília.

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