Pix por aproximação completa um ano com baixa adesão e foco em empresas

Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

Um ano após o lançamento, o Pix por aproximação ainda representa só 0,01% das transações e 0,02% do valor movimentado pelo sistema em janeiro: foram 1,057 milhão de operações e R$ 568,73 milhões em um universo de 6,33 bilhões de Pix e R$ 2,69 trilhões.

Crescimento lento, mas em aceleração
Segundo Gustavo Lino, diretor executivo da Associação dos Iniciadores de Transação de Pagamento (Init), limites de segurança e restrições operacionais do Banco Central freiam a expansão, embora haja avanço recente, sobretudo entre empresas. A modalidade saltou de 35,3 mil operações em julho de 2025 para mais de 1 milhão em novembro, com volume mensal passando de R$ 95,1 mil para R$ 133,151 milhões em dezembro.

Segurança e uso no dia a dia
O BC impôs limite padrão de R$ 500 por transação via Google Pay, enquanto apps de bancos permitem ajustes de teto por operação e por dia. Ao aproximar o celular de maquininhas ou telas, usando NFC, o Pix por aproximação replica a experiência de cartão contactless, reduzindo tempo em filas e pagamentos recorrentes. Especialistas veem potencial no ambiente corporativo, com jornadas específicas de transferência entre unidades.

Atenção ao crédito e aos juros
Algumas instituições acoplam o Pix por aproximação ao pagamento via cartão de crédito, com possibilidade de parcelamento e cobrança de juros sob rótulos como “Pix no crédito” ou “Parcele o Pix”, exigindo atenção do consumidor.

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