Outro dia estava naqueles dias meio mehhh.
Sabe aqueles, em que parece que todos os pequenos perrengues do mundo parecem que fazem uma reunião e um deles fala:– Próxima pauta, atormentar o Ediney.
Eu sei que essa reunião não existe, mas que parece, ah, isso parece.
A questão toda é sugestão, e aí o estoicismo nos dá aquela força.
Se você está por fora da “novidade”
O estoicismo é uma corrente da filosofia, muito atribuída a Zenão, em 300 antes de Cristo que, em linhas muito simplórias e gerais, diz o seguinte:Os fatos não são bons, nem ruins, são apenas fatos.
Eles não acontecem por você, mas a despeito de você.
Então, como diria outro filósofo contemporâneo, Zeca Pagodinho…Deixa a vida me levar!
Não, queridão…
Não é deixar solto, não dar bola, deixar para lá.
Mas é sobre dar a importância que a “coisa” realmente tem.
Não é sobre criar cenários apocalípticos sobre o fim.
Mas é sobre viver o cenário do hoje. Sem grandes crises ou dramas.E aí, você vai ver que o cenário que você criou na sua mente era bem pior do que o fato pedia.
Mas, vamos lá. Vamos entrar na nossa louca, mente, louca juntos e imaginar:
– O cenário se confirmou. Deu tudo errado. Me ferrei de verde e amarelo (ou vermelho e branco a depender do lado político que você defende)
E agora?!
Agora nada. A vida vai seguir o seu curso.
Pode ser um novo curso para você. Mas é o curso da vida.
Lembre-se: para ela o que aconteceu não foi ruim, também não foi bom, só foi.Nos piores cenários.
Nas piores ocasiões.
Nas noites mais escuras.
Nada podemos fazer para mudar o que foi.
Sofrer por algo que não é, é sofrer sem precisar.Dito tudo isso.
Ainda que você me dê razão.
Você vai sofrer.
Você não é Zenão.
Eu também não.Mas, se em algum lapso a razão lhe der uma brecha de pensamento, sorria…
Só é.
Não é contra você.
Só é!