Dia 23 de setembro é o Dia Nacional de Conscientização sobre a Dermatite Atópica (Lei 14.916, de 2024). Também conhecida como eczema atópico, a dermatite atópica (DA) é uma condição crônica da pele que afeta cerca de 15% a 20% das crianças e 3% a 7% dos adultos globalmente. No Brasil, estima-se que a prevalência siga uma tendência semelhante à média mundial, com uma incidência maior em crianças. Resultante de uma combinação de fatores genéticos, ambientais e imunológicos, o paciente com dermatite atópica apresenta sintomas que geralmente incluem:
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Coceira intensa, quase insuportável
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Pele seca e escamosa, propensa a fissuras
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Inflamação da pele e vermelhidão
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Erupções cutâneas que podem aparecer em qualquer parte do corpo, mas são mais comuns nas dobras dos cotovelos, joelhos e pescoço.
“A base do tratamento da dermatite atópica é a hidratação da pele, usando cremes e pomadas emolientes que ajudam a reter a umidade, na tentativa de controlar a doença e prevenir as crises. Tomar banho com água morna e usar sabonetes indicados para o tipo de pele do paciente”, recomenda Dr. Evandro Prado, Coordenador do Departamento Científico de Dermatite Atópica da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI).
Avanços no tratamento
Nos últimos anos, avanços significativos foram feitos no tratamento da dermatite atópica, com o desenvolvimento de novas medicações. Além dos corticosteroidestópicos, usados para reduzir a inflamação e aliviar a coceira, os imunobiológicos se mostraram eficazes no controle da dermatite atópica, por exemplo, o dupilumabe, uma opção para casos moderados a graves. “Destaco a aprovação dos medicamentos abrocitinibe e upadacitinibe pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Esses medicamentos são um inibidor de JAK, uma proteína envolvida no processo inflamatório da doença. Eles são indicados para pacientes com 12 anos ou mais que necessitam de terapia além dos tratamentos tópicos convencionais. Estudos clínicos demonstraram que abrocitinibe pode proporcionar alívio rápido dos sintomas, como a coceira intensa, com melhora já nos primeiros dias de uso”, explica Dr. Evandro Prado.
Outra novidade, trazida pelo Coordenador de Dermatite Atópica da ASBAI, é a ampliação do uso do dupilumabe, um tratamento já conhecido, agora autorizado para crianças a partir de 6 meses de idade.
Acompanhamento Psicológico
As alterações na aparência da pele e a coceira persistente comprometem a qualidade de vida e provocam mudanças do comportamento, alterações do humor e do sono, isolamento social, que impactam o bem-estar emocional, podendo levar à ansiedade e depressão. “É muito importante ter a certeza do diagnóstico correto feito pelo especialista, levando em consideração a gravidade dos sintomas, a idade do paciente e seu histórico clínico”, finaliza o Coordenador do Departamento Científico de Dermatite Atópica da ASBAI. Tratamento de DA no SUS Pacientes com dermatite atópica podem ser tratados de forma integral no Sistema Único de Saúde (SUS). No fim de maio deste ano, a novidade foi anunciada pelo Ministério da Saúde, que agora oferece três novos medicamentos, possibilitando o cuidado desde as fases iniciais até quadros mais graves da doença.
Atualmente, a rede pública de saúde já oferece outras três opções de cuidado.
Entre 2024 e 2025, mais de 1 mil atendimentos hospitalares e mais de 500 mil ambulatoriais relacionados à dermatite atópica foram prestados na rede pública de saúde em todo o Brasil.
Confira alguns mitos e verdades sobre a doença:
A dermatite atópica é contagiosa.
Mito. A dermatite atópica não é transmitida por contato, ela é uma enfermidade genética.
Roupas de lã, tecidos sintéticos e ásperos pioram a dermatite atópica.
Verdade. Esse tipo de vestimenta aumenta a coceira na pele.
Banhos demorados com água quente devem ser evitados.
Verdade. A água quente ajuda a ressecar a pele, o que pode agravar a Dermatite Atópica.
Com informações: Ministério da Saúde
Fonte: Assessoria de Imprensa/Geziane Diosti