No depoimento à CPMI do INSS, o ex-ministro da Previdência Social Carlos Lupi afirmou que o governo federal já monitorava irregularidades nos benefícios desde 2023, mas não tinha noção da dimensão das fraudes. Lupi, que ocupou o cargo entre 2023 e 2025, esclareceu que a Polícia Federal iniciou investigações em 2016 e 2020, porém ambas foram arquivadas.
O ex-ministro declarou que Luiz Inácio Lula da Silva só tomou conhecimento das fraudes no dia da operação da PF em maio deste ano. Ele admitiu falhas na ação do INSS e questionou os descontos de crédito consignado, defendendo uma revisão no processo.
Por fim, a CPMI aprovou a convocação de ex-ministros e outras figuras associadas ao esquema de fraudes, incluindo estimativas de R$ 6,3 bilhões em descontos indevidos entre 2019 e 2024, com 4 milhões de beneficiários alegando não ter autorizado os débitos.