A Procuradoria Geral do Estado (PGE) denunciou e solicitou a prisão imediata de Walkiria Olegario Mazeto, presidente da APP-Sindicato, devido à decisão do sindicato de manter a greve de professores no Paraná.
A paralisação dos docentes foi motivada pela tramitação, aprovação e sanção de um projeto de lei que terceiriza a gestão administrativa de 204 colégios estaduais.
Ilegalidade da Greve e Ordem Judicial:
Documento assinado pela procuradora Mariana Carvalho Waihrich afirmou que a greve foi considerada “ilegal” e desrespeitou uma ordem judicial que suspendeu a paralisação.
O Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) determinou a suspensão do início da greve, com multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento pela APP-Sindicato.
Prisão e Multa:
A PGE solicitou a prisão de Walkiria Olegario Mazeto pelo crime de desobediência, alegando que a presidente do sindicato desobedeceu à ordem judicial de suspender a greve.
Essencialidade do Serviço de Educação:
A Procuradoria afirmou que a greve vai contra a “essencialidade do serviço de educação” e a considerou um “serviço indispensável”.
O órgão criticou o sindicato por desrespeitar a determinação judicial e a multa aplicada, destacando a gravidade da situação.
Violência e Atos Antidemocráticos:
O documento da PGE mencionou atos de violência, terrorismo e desrespeito à democracia, como a ocupação do prédio da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) por manifestantes ligados à greve.
A ocupação resultou em três pessoas feridas e duas prisões por depredação do patrimônio público.
Incitação de Menores e Responsabilidade:
A procuradora alegou que a APP-Sindicato incitou até mesmo estudantes menores de idade a participar da greve, colocando em risco sua saúde física, sem autorização dos pais ou responsáveis.
Foi destacada a responsabilidade do sindicato em deixar os alunos sem aula e estimular sua participação em um movimento potencialmente perigoso.
Foto: Reprodução/Instagram
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