Fim da rebelião em Piraquara após 16 horas com nenhum ferido

presidio170714Após 16 horas de rebelião, os presos do bloco 02 da Penitenciária Estadual de Piraquara 2 (PEP 2) deram um fim ao motim. Os presos libertaram o agente penitenciário que estava sendo mantido como refém, que saiu ileso. Os detentos fizeram uma série de exigências, entre elas, a transferência de alguns presos. Segundo a Secretaria da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (Seju), alguns detentos serão transferidos ainda hoje (17) para a Penitenciária Estadual de Maringá (PEM) e para a Penitenciária Estadual de Londrina II (PEL II).

Os detentos reclamavam principalmente da superlotação. “Eles simplesmente não aceitam mais que não aceitam mais o fato de que num espaço onde era para ter seis agora tem oito presos. É uma tragédia anunciada”, disse Antony Johnson, presidente do Sindarspen.

A ação dos presos aconteceu depois que alguns deles estavam retornando de escolta, por volta das 19h30. Várias equipes da PM estiveram no local e as negociações foram feitas por uma equipe especializada.

Tapando o sol com a peneira
O decreto do governador 11016, de 13 de maio, dizia que 1,2 mil presos seriam transferidos por 60 dias. “Chegaram mais de 2 mil presos e já se passaram os 60 dias. Até quando vamos ter que aguentar essa irresponsabilidade? Até alguém morrer?”, disse Johnson.

Segundo o presidente do Sindarspen, a retirada dos presos das carceragens das delegacias abarrotou os presídios. “Somente no local dessa rebelião de hoje, tem 48 presos em um espaço para 36”, disse.

Além disso, o sindicato acusa o governo de não cumprir outras promessas. “Prometeram que os detentos usariam tornozeleiras eletrônicas que até agora não aconteceu. O decreto também dizia que teríamos sempre reforço da PM nas guaritas, o que também não acontece”. De acordo com o Sindarspen, em alguns dos locais, nem guarita existe. “A gente espera que o governo tome uma atitude.

Fonte: Paraná Online

 

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