Dilma Roussef e Lula voltam a Curitiba hoje

dilma_bandeiraÀs vésperas do início oficial da campanha eleitoral, a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarcam hoje em Curitiba com a missão de motivar os militantes do PT para a disputa no Paraná. Dilma e Lula participam, ao lado da candidata petista ao governo do Estado, senadora Gleisi Hoffmann, de uma plenária da legenda, restrita a filiados, militantes e simpatizantes da sigla.


Os dois voltam à capital paranaense em um momento delicado para o partido, que na reta final da definição do quadro eleitoral acabou vendo Gleisi sendo ofuscada pelo lançamento da candidatura do senador Roberto Requião ao governo pelo PMDB. Além disso, o partido enfrentou dificuldades para fechar a coligação em apoio à candidata, com disputa entre aliados por posições na chapa, e desavenças dentro da própria sigla.
Gleisi e o PT trabalhavam inicialmente para ter como candidato ao Senado o ex-senador Osmar Dias (PDT).

Ou então em tê-lo como candidato a vice, como chegou a sugerir publicamente Lula em encontro do partido em março deste ano, em São José dos Pinhais. Osmar, porém, não quis bater de frente com o irmão, senador Álvaro Dias (PSDB), candidato à reeleição. E recusou o posto de vice, preferindo permanecer na diretoria do Banco do Brasil.

Depois disso, o PT paranaense também sofreu outra baixa importante, quando denúncias de envolvimento com o doleiro Alberto Yousseff – preso por lavagem de dinheiro – atingiram um dos principais caciques da legenda no Estado, o deputado federal e vice-presidente da Câmara, André Vargas. Acusado de ter usado um jatinho fretado pago pelo doleiro para uma viagem de férias a João Pessoa (PB), no início do ano, e de ter feito lobby em favor de empresas ligadas a Yousseff, Vargas acabou sendo defenestrado do partido, renunciou à vice-presidência da Câmara, e responde processo de cassação do mandato por quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética da Casa.

Até as denúncias virem à tona, ele era apontado como um dos prováveis coordenadores da campanha da petista, sendo responsável direto pela negociação de alianças. E também se colocava como possível candidato ao Senado na chapa de Gleisi.

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