Caso Tayná! Crime completa um ano nesta quarta-feira sem solução

tayna crime colomboApós um ano, a morte da jovem Tayná Adriane da Silva continua um mistério. O assassinato da adolescente, que teve repercussão nacional, entra na lista de casos não concluídos. Entretanto, o crime não reforça apenas o baixo índice de resolução no país. Ele também evidencia os problemas no modelo de segurança pública e ressalta a importância da autonomia da perícia criminal.

A linha de investigação da Polícia Civil do Paraná se contrapôs aos laudos técnicos da Polícia Científica. A diferença das versões incriminou inocentes e atrasou a busca pelo verdadeiro culpado.

O Caso Tayná é um exemplo muito forte e diversos aspectos são trazidos à tona com este crime. O presidente da Associação Brasileira de Criminalística, Bruno Telles, explica que “o assassinato revela a preocupação com os direitos humanos e o combate ao uso de tortura nas delegacias para conseguir confissões. Outro ponto a ressaltar é que com a perícia autônoma e o fortalecimento da produção da prova técnica foi possível inocentar quatro pessoas”, disse.

Entenda o Caso
A jovem de 14 anos desapareceu em Colombo, na região metropolitana de Curitiba. A mãe da adolescente, Cleuza Cadomá da Silva, disse na época que Tayná foi visitar um amigo e logo depois teria enviado uma mensagem de texto avisando que voltaria para casa.

Três dias depois, a linha de investigação da polícia apontou quatro indivíduos como possíveis autores do crime e os prendeu, mas o corpo da vítima não tinha sido encontrado. Os populares revoltados atearam fogo em parte do parque de diversões, local que os suspeitos trabalhavam e a vítima teria sido vista pela última vez nas proximidades.

Os quatro suspeitos teriam confessado que estupraram e mataram a jovem. Entretanto, após encontrarem o corpo de Tayná, o laudo pericial revogou as hipóteses da polícia. Não havia marcas no corpo que poderiam indicar a violência sexual e o DNA proveniente de esperma e encontrado nas vestes da vítima não era compatível com os suspeitos. Em agosto de 2013, o Ministério Público denunciou 21 pessoas por tortura, entre elas, o delegado responsável pelo caso.

No Paraná, a Perícia Criminal é desvinculada da polícia civil. A autonomia favorece para que os peritos possam atuar de forma estritamente científica. “Perícias Criminais que são desvinculadas das polícias civis demonstram melhor capacidade em aplicar os recursos financeiros adequadamente e produzir provas materiais com fidedignidade”, defende Bruno Telles.

Fonte: Proativa Comunicação

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