Funcionários de pelo menos seis hospitais particulares e filantrópicos de Curitiba cruzaram os braços na manhã desta quarta-feira (4). A conduta faz parte da greve anunciada nesta terça-feira (3) pela categoria, que rejeitou as propostas apresentadas pelo sindicato patronal durante audiência realizada no Tribunal Regional do Trabalho (TRT). O movimento, que começou às 6 horas, é realizado por enfermeiros, técnicos, auxiliares e funcionários da limpeza dos hospitais Cajuru, Zilda Arns, Santa Casa de Curitiba, Erasto Gaertner, São Vicente e Pequeno Príncipe.
O Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Curitiba e Região (Sindesc) informou que, até as 8h15, a adesão ainda não chegava a 70% dos trabalhadores nas instituições que aderiram à paralisação. A ideia, no entanto, é de que a participação ao movimento aumente, fazendo com que, até o fim do dia, estes hospitais funcionem com apenas com 30% do efetivo ligado ao sindicato, como prevê a lei.
De acordo com o Sindesc, não há, por enquanto, paralisação dos serviços de urgência e emergência prestados nos hospitais afetados pela greve. Contudo, pode haver impactos nos serviços com o decorrer do movimento. O sindicato alerta que os atendimentos prestados via convênio com o Sistema Único de Saúde (SUS) também podem ser afetados.
Protestos
Na manhã desta quarta, a greve gera piquetes de trabalhadores no Zilda Arns (Hospital do Idoso) e no Hospital Cajuru, onde 300 pessoas, segundo estimativa do Sindesc, participam de atos de repúdio às ofertas feitas pelo sindicato patronal durante a reunião de ontem.
Os funcionários do Hospital Cajuru bloqueiam a Avenida São José, que passa em frente ao prédio da instituição. Eles liberam apenas a circulação de ambulâncias.
Inicialmente, a via estava parcialmente bloqueada. Contudo, por volta das 8h30, duas trabalhadoras que participavam dos protestos foram atropeladas por um veículo que insistiu em passar entre os manifestantes. Elas tiveram ferimentos leves e foram levadas para dentro do hospital para receber atendimento. O motorista fugiu do local, e segundo o Sindesc foi perseguido por um carro da Polícia Militar.
Revoltados com o atropelamento, os funcionários em greve decidiram bloquear totalmente a Avenida. O setor de imprensa da PM não tem registro do fato, portanto não há informações se o motorista do carro que provocou o atropelamento chegou a ser detido.
Serviços afetados
Entre 8h30 e 9 horas, a reportagem da Gazeta do Povo entrou em contato com as assessorias de imprensa dos hospitais com funcionários adeptos à greve iniciada nesta quarta para saber a dimensão da adesão e dos serviços afetados. Até as 9h16, ainda não havia retorno de nenhuma delas, já que a grande maioria dos órgãos ainda aguardava balanço das instituições.
Fonte: Gazeta do Povo