Curitiba é a primeira cidade brasileira na Força Nacional do Sistema Único de Saúde

saudeCuritiba é a primeira cidade brasileira a aderir ao programa da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (FN-SUS), criada pelo Ministério da Saúde. O objetivo é prestar assistência rápida e efetiva em casos de catástrofe, epidemias ou crises assistenciais em todo o território nacional e internacional. O termo de cooperação foi assinado pelo prefeito Gustavo Fruet, no início de agosto, junto com o secretário municipal da Saúde, Adriano Massuda, e o secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Helvécio Magalhães.

Para fazer parte da equipe, a Secretaria Municipal de Saúde convidou os servidores que trabalham no atendimento de urgência e emergência que, após participarem de cursos de capacitação, ministrados pela Secretaria e pelo Ministério, ingressarão na Força Nacional. De imediato, 33 enfermeiros e quatro médicos da rede municipal de Saúde se inscreveram para fazer parte da Força Nacional, atuando no atendimento à população em casos de calamidade e desastres.

“Esses profissionais continuarão desempenhando suas funções na rede municipal e, quando necessário, serão encaminhados para prestar o socorro às vítimas”, explica Alan César Diório, diretor do Serviço de Urgência e Emergência da Secretaria.

De acordo com o secretário da Saúde, Adriano Massuda, a coordenação geral , assim como a gestão dos recursos materiais, equipamentos e insumos será responsabilidade do Ministério da Saúde. “Curitiba é pioneira neste programa e caberá a nós, além de ceder os profissionais da rede quando necessário, coordenar e fornecer infraestrutura nas ações locais e fomentar a discussão para que mais municípios e o governo do estado também se interessem em integrar o programa”.

Desde o ano passado, o Ministério, em parceria com o Hospital Sírio Libanês, realiza cursos de capacitação para os profissionais atuarem na Copa do Mundo. A ideia é que este trabalho continue após o mundial.

Voluntários
A médica Julyana Zaninelli Maiolino trabalha há três anos com urgência e emergência na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) 24 Horas do Fazendinha. No início do ano fez parte da equipe médica enviada a Santa Maria (RS), no episódio da boate Kiss. “O que me motiva é saber que posso ser útil e fazer a diferença na vida de alguém em um momento difícil, afinal trabalhar com emergência significa muito mais do que tentar todas as medidas para remediar o desfecho fatal de um paciente. Às vezes, um sorriso, uma palavra caridosa e ouvidos atentos curam mais que remédios e foi isso que escolhi fazer da medicina que pratico todos os dias”.

O médico Márcio Luiz Nogarolli, que também esteve em Santa Maria no início do ano e agora vai integrar a Força Nacional, lembra que as pessoas não escolhem se envolver em situações de emergência e por isso é fundamental ter profissionais preparados para encarar estas situações.

Os enfermeiros Marcio Metze e Fabíola Schirr, que também atuaram em Santa Maria, destacam a importância do trabalho e a rapidez de mobilização da Força Nacional que fazem toda a diferença no atendimento às vítimas. William Hang, que também é enfermeiro, conta que se inscreveu na Força Nacional pensando não só como profissional de saúde, mas também como um possível usuário. “Vemos que nem mesmo as cidades de grande porte estão preparadas para realizar o atendimento em casos com muitas vítimas. Falta estrutura e profissionais. Vamos passar por cursos de capacitação para prestar serviço de qualidade nos momentos de crise”, comenta.

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Com informações da SMCS

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