A 1.ª Vara Criminal de Colombo, região metropolitana de Curitiba, aceitou, nesta terça-feira (13), denúncia do Ministério Público do Paraná (MPPR) contra 16 dos 21 policiais acusados de torturar os quatro suspeito de matar a adolescente Tayná Adriane da Silva, de 14 anos, crime que aconteceu no final de junho deste ano, no bairro São Dimas. Quanto aos outros cinco policiais, a denúncia não foi aceita por conflito de competência, uma vez que as supostas torturas praticadas por eles não aconteceram em Colombo.
“A denúncia foi recebida apenas com relação às pessoas envolvidas na tortura na Delegacia do Alto Maracanã. Em relação aos outros, foi citado o conflito de competência junto ao Tribunal de Justiça, porque eles deveriam, segundo o entendimento da juíza, serem denunciados nos municípios em que aconteceram os atos, Araucária e Campo Largo”, afirmou á Banda B o coordenador estadual do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do MPPR, Leonir Batisti.
O coordenador do Gaeco falou qual o próximo passo com relação à denúncia contra os policiais. “Agora será feita a intimação contra os 16 policiais que já foram denunciados para que eles façam a primeira defesa por escrito para que o processo prossiga e a denúncia seja confirmada, ou os acusados absolvidos. A decisão de manter os policiais presos também cabe ao judiciário”, complementou.
Por fim, Batisti falou sobre a expectativa do MPPR quanto à entrega do 2° inquérito policial sobre a morte de Tayná, que deveria acontecer nesta quinta-feira, mas foi adiado por 30 dias a pedido do delegado Guilherme Rangel, responsável pela investigação do caso. “O que sei é que foi pedido o adiamento e espero que o delegado designado, juntamente com os promotores, consiga solucionar este crime”, concluiu.
Caso Tayná
Entre as principais dúvidas a serem respondidas no novo inquérito, que deverá ser entregue em 30 dias, estão: Os quatro suspeitos presos primeiramente tem envolvimento no crime? Eles conheciam a garota? Tayná foi estuprada? Que dia a menina foi morta? Qual o valor da confissão dos suspeitos? Quem matou Tayná e por que?
Um primeiro inquérito chegou a ser encaminhado ao Ministério Público uma semana após a prisão de quatro suspeitos. Mas a falta de provas e a denúncia de que eles teriam sido torturados para confessar a morte de Tayná fez o MP devolver o inquérito para a Polícia Civil.
Os quatro suspeitos iniciais estão no programa de proteção de testemunhas, em lugar desconhecido. Doze policiais permanecem presos, incluindo o delegado do caso, na época, Silvan Pereira. Eles são acusados de tortura. As investigações seguem em segredo de justiça.
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Fonte: Banda B