Médica do Hospital Evangélico nega envolvimento nas mortes em entrevista ao Fantástico

medicaOntem, no programa Fantástico, exibido pela RPCTV no Paraná, a médica Virgínia Soares de Souza, que aguarda  julgamento em liberdade após um mês reclusa, deu uma entrevista alegando inocência.  Ela e mais outros três médicos e duas enfermeiras do hospital Evangélico são acusados de homicídio por abreviar vidas na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital  e de formação de quadrilha, e tanto a polícia quanto o Ministério Público investigam também outras 300 mortes no local, que seriam suspeitas, entre os anos de 2006 e 2013.

Nas palavras da acusada, ela nunca abreviou a vida de ninguém e ainda usou a entrevista para explicar o uso de termos que foram registrados em gravações da policia.  Por exemplo, o termo “ir com o paciente” significava um desabafo, quando o médico perdia um doente. Outro termo, “desentulhar a UTI”,  foi explicado como “uma infelicidade”.

Contraponto
O cardiologista José Eduardo Siqueira, que é membro da Associação Internacional de Bioética,explicou que  o uso  do medicamento  Pavulon, usando para paralisar músculos, incluindo os do sistema respiratório, só deve ser aplicada em pacientes ainda não entubados, justamente para facilitar que o aparelho de respiração artificial seja utilizado. Na investigação, a polícia aponta que a substância era aplicada nas vítimas um pouco antes delas falecerem, já entubadas.

Seguem as investigações.

Com informações da RPCTV

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