Sem Arena, Atlético paga para entrar em campo

arenaOs sete jogos com menor público na Arena pela Série A de 2011 seriam suficientes para superar a renda líquida das 45 partidas que o Atlético fez desde que saiu de casa (em 4/12/2011).

Um exílio –e fardo financeiro – que ganha novos contornos com a falta de uma praça esportiva para o próximo duelo como mandante: o Atletiba do dia 21/4.

Na soma dos 35 jogos como mandante no ano passado (12 pelo Paranaense, 19 pela Série B e 4 pela Copa do Bra­­sil) com os 10 deste ano pelo Paranaense, a renda líquida – valor bruto menos despesas – do Rubro-Negro somou R$ 406.373,04.

Em 2011, ao juntar os confrontos na elite nacional contra Avaí, Atlético-GO, Atlético-MG, Fluminense, Ceará, Vasco e Bahia – as menores arrecações do clube naquele nacional –chega-se ao valor de R$ 463.197,12.

A comparação pode ser fei­­ta de outras formas para se che­­gar na mesma equação. Os dois jogos com mais pagantes na Série A em 2011, contra Corinthians e Santos, fizeram o Furacão embolsar R$ 659.838,89. Só o duelo com o Timão (R$ 382.266,43) quase iguala o arrecadado nos 45 jogos de exílio por causa das obras visando à Copa-2014.

Levando em consideração toda a Primeira Divisão do ano que foi rebaixado, o clube acumulou cerca de R$ 2,5 milhões. Na somatória, as cifras significam mais de seis vezes do que o Atlético contabilizou desde o fechamento da sua Arena.

O sinal negativo é frequente quando a avaliação se restringe à renda líquida obtida nos Paranaenses de 2012 e 2013. No ano passado, quando o Atlético disputou oito jogos na Vila Capanema, 5 dos 12 confrontos terminaram com renda no vermelho. No total da competição, foram embolsados apenas R$ 92.394,66, dos quais a maior parte foi garantida pela primeira partida da final contra o Coritiba: R$ 77.835,21.

Já nos dez jogos deste ano pelo Estadual, seis resultaram em déficit. Contra o rebaixado Nacional, por exemplo, o rombo na bilheteria foi de R$ 10.470,41.

O melhor desempenho financeiro ocorreu no confronto com o Londrina, que rendeu aos cofres rubro-negros R$ 30.330,25.

Entre lucros e prejuízos, o total acumulado pelo clube no Paranaense foi de R$ 18.882,91 – um número positivo que atenua o drama atleticano.

Dos campeonatos do ano passado, o único que o Atlético disputou sem ter prejuízo foi a Copa do Brasil. Quatro partidas no azul. O jogo na Vila com o Palmeiras, inclusive, totalizou a maior renda do ano, R$ 106.195,25, praticamente 25% de tudo o que foi arrecadado com bilheteria desde a saída da Arena.

Na Série B, dos 19 jogos, 6 deram renda líquida negativa. O jogo contra o Vitória, em Paranaguá, foi o de maior lucro: R$ 41.790,19. O maior rombo ficou por conta do confronto com o ASA: R$ 21.556,53 negativos.

A derrocada financeira com ingressos coincide com o investimento de R$ 60 milhões que o clube diz fazer para a ampliação da Arena – um terço do valor total, compartilhado com prefeitura e governo estadual.

Ainda segundo fontes oficiais, chegou-se a perder cerca de 10 mil sócios desde o fechamento do estádio. “Estamos pagando para jogar”, disse o presidente rubro-negro, Mario Celso Petraglia, em depoimento à CPI da Copa na Assembleia, há quatro meses.

No próximo Brasileirão, o clube tem a intenção de jogar em outras cidades, justamente para aliviar o drama econômico com a falta do ‘Caldeirão’.

Fonte: Gazeta do Povo

Compartilhe:

WhatsApp
X
Facebook