Litro da gasolina pode ficar até R$ 0,19 mais caro na bomba dos postos de Curitiba

gasolinaSe o aumento do preço dos combustíveis, divulgados nesta terça-feira em cerca de 7% para a gasolina e entre 4% e 5% para o diesel, se confirmar, os valores deverão ser repassados integralmente às bombas. “É possível que o mercado faça o repasse integral ou, na medida em que for reagindo, os reajustes sejam escalonados”, afirmou o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis Minerais do Estado do Paraná (Sindicombustíveis), Roberto Fregonese. Ele calcula que, caso sejam aplicados os porcentuais sinalizados pelo governo, o litro da gasolina deve ficar R$ 0,19 mais caro e o do diesel, R$ 0,10.

Com isso, o litro da gasolina poderá passar da casa dos R$ 3 em Curitiba. Se aplicados os valores acima e considerando os valores médios dos preços pesquisados pela Agência Nacional de Petróleo e Gás (ANP), a gasolina comum passará de R$ 2,806 para R$ 2,996, em Curitiba. Já o litro do óleo diesel comum passará dos R$ 2,068 para R$ 2,168. Os valores médios da ANP foram coletados nos postos de Curitiba, entre os dias 6 e 12 de janeiro. Uma pesquisa nova de preços, como os valores desta semana, deve ser divulgada no site da ANP na próxima semana.


Apesar dos valores, Fregonese chama a atenção para o fato de que o reajuste — que serão os primeiros em dez anos — não é suficiente para equilibrar as contas da Petrobras. “Esse porcentual é na verdade a metade do que a empresa precisaria para conseguir pôr as contas em dia”, afirma.

O sindicalista ressalta que desde a posse da atual presidente da estatal, Graça Foster, ela tem reivindicado os aumentos, em função da defasagem entre o valor pago pelo barril e o valor vendido no mercado interno. “Em 2012, a importação de petróleo custou à Petrobras R$ 2,91 bilhões”, diz. “E no ano anterior, foram gastos R$ 1,6 bilhão”, pontua Fregonese.

O sindicalista ressalta que a defasagem chega atualmente a R$ 33 por litro. “A Petrobras precisa de dinheiro para investir e não pode continuar a pagar US$ 123 pelo barril lá fora e vender por US$ 98 este mesmo barril no mercado interno. Essa conta não fecha e só aumenta o rombo nas contas da empresa”, argumenta Fregonese.
Para ele, a diferença está ancorada na aposta do governo em uma boa safra de cana. “Com isso, será possível tentar minimizar o aumento ampliando a mistura de etanol à gasolina dos atuais 20% para 25%”, calcula. Além dessa alteração, com mais etanol no mercado, o governo apostaria ainda na migração do consumo da gasolina para o etanol.

Fonte: Bem Paraná / foto: Sxc, Divulgação

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