Dez novas pessoas serão ouvidas no caso Raquel Genofre depois de denúncias feitas à Delegacia de Homicídios (DH), que passa a investigar o crime desde o início deste mês. A morte da menina de nove anos, encontrada esquartejada dentro de uma mala na Rodoviária de Curitiba, completou quatro anos sem qualquer pista concreta do assassino. O delegado Rubens Recalcatti, da DH, contou à reportagem da Banda B que nas últimas semanas receberam informações anônimas sobre o caso. “Agora teremos que iniciar o processo de checagem das informações. Recebemos o inquérito e estamos nos inteirando dos detalhes. Precisamos alavancar as investigações”, disse.
Recalcatti tem em seu histórico a solução de 80% de homicídios “esquecidos”, aqueles cujos inquéritos policiais eram de 2008 ou anos anteriores. Antes de o caso passar para as mãos de Recalcatti, a delegada Vanisse Alice era a responsável pelas investigações. Sobre o trabalho já realizado o delegado avalia. “O trabalho é bom e os inquéritos têm boas informações, mas precisamos nos aprofundar”, disse Recalcatti.
Segundos as investigações, a garota saiu do colégio onde estudava – Instituto de Educação do Paraná Erasmo Pilotto, no centro de Curitiba, – por volta das 17h50 e foi morta entre 20h e 21h. “Ela chegou ao local onde possivelmente aconteceram os fatos trágicos logo depois da saída do colégio. O corpo foi deixado na Rodoviária, então, o local onde o crime aconteceu é próximo do centro. Tenho certeza que vamos trabalhar bastante e vamos chegar lá”, finalizou.
Mãe
Em novembro, quando o caso completou quatro anos, a Banda B recebeu Maria Cristina Lobo, mãe de Rachel. Ela contou que não sonha mais com a menina. “Eu não sonho mais com a Rachel, perdi as lembranças, até durmo com auxílio de remédios, mas perdi a alegria de viver com a morte dela”.
Fonte: Banda B